Um atleta sem patrocínio

Publicado  segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lutador de Taekwondo por mais de 7 anos, Guilherme Santos, diz que abandonou sua paixão  por falta de patrocínio.


Quando vemos atletas nas olimpíadas ficamos imaginando os duros treinos, as derrotas e as vitórias pelas quais tiveram de passar para estar no lugar mais alto do Podium. Poucas vezes é lembrada aquela que pode ser considerada a maior batalha de um esportista, ganhar um patrocínio.

Esta vitória, no entanto, muitas vezes é ganha mais por política do que propriamente por merecimento do atleta.
Guilherme Santos, 20 anos, é lutador de Tae kwondo há sete anos e campeão Sul Americano. O rapaz é  um desses atletas  apaixonados pelo esporte, mas que ainda espera patrocínio. Como ele não veio, Guilherme já não pratica o esporte há 7 meses.

O Taekwondo é um esporte que surgiu há mais ou menos 80 anos e espalhou-se pelo mundo, ficando conhecido como Karatê coreano, explica Guilherme. Segundo o atleta, este  esporte  Foi usado na 2ª Grande Guerra pelos soldados coreanos.  

Taekwondo significa O Caminha Da Verdadeira Arte Marcial, mas infelizmente esse significado parece estar sendo esquecido. “A filosofia da arte marcial foi meio que deixada de lado e deu mais espaço para a visão de lucro”, lamenta Guilherme, “Uma faixa preta, que na Coréia é recebida por merecimento custa dois salários mínimos no Brasil. Com muita sorte, alguém acha um professor que dê prioridade à verdadeira arte”, denuncia.

Quanto ao patrocínio, Guilherme diz que é muito difícil. “Achar uma empresa que aceite bancar um atleta para levar o seu logotipo nas costas ,em um esporte sem grande destaque não chega nem aos pés do futebol em termos de reputação, é realmente um grande tabu”, define o atleta.

Mesmo sem o patrocínio, o esportista tenta levar adiante os grandes ensinamentos do esporte, cortesia, integridade, perseverança, auto-controle e disciplina.

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